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Jornada Ecológica Move Arte

A Jornada Internacional de Cinema, realização vitoriosa de Guido Araujo, com quase quatro décadas de existência, anuncia a sua 37ª edição, a ser realizada em Salvador no período de 09 a 16 de setembro. A Jornada tem como lema permanente lutar “Por um Mundo mais Humano” e este ano tem como destaque a temática em defesa do meio ambiente. Conta novamente com a participação das outras linguagens artísticas, sobretudo as artes plásticas.

A exposição aponta para a possibilidade de ampliar um olhar critico e denunciador da degradação do planeta e da visualidade brutal da paisagem urbana. O tema envolve a nossa preocupação pela preservação do planeta, o nosso meio ambiente e o desenvolvimento harmonioso do ser humano.
Conceituando o tema, o foco poderá ser o mais amplo possível não devendo restringir a participação do artista nesta exposição.

Diariamente, comprova-se ser a cidade dos nossos dias um espaço de barreiras e limitações de toda ordem, dificultando a plenitude da cidadania, explicitando-se fronteiras e impedimentos para a existência democrática e harmoniosa do cidadão.

E a situação tende a piorar.

Por conseqüência do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município do Salvador – PDDU, o atual desenvolvimento urbano de Salvador sofrerá um terrível impacto pela liberação do gabarito dos edifícios da orla para até 18 andares e com diminuição da distancia entre eles. Já se pode antecipar os resultados pelo que estamos vendo na paralela. Segundo a voz do povo, o atual PDDU, foi gerado pela existência de conivências e interesses pessoais, mas sem duvida alguma pela extraordinária pressão exercida pelos órgãos e entidades interessadas em maiores lucros com a produção imobiliária em Salvador. E em que parte entra arte neste plano?
É uma presença inexistente. O Plano atual tem sido condenado por todos, pelas concessões franqueadas ao capitalismo selvagem, destruindo qualquer oportunidade para a humanização da cidade e para a conservação de sua geografia natural.

Salvo a iniciativa heróica de alguns artistas, como Bel Borba, pouco se pode dizer da existência de arte publica na cidade do salvador, na Bahia. Nunca existiu. O Estado é omisso e não preserva o pouco que tem do seu tesouro artístico. O que existe são alguns monumentos históricos e algumas esculturas artísticas, muitas de gosto duvidoso e de procedência pior ainda. Com a nossa Associação de Classe seqüestrada e praticamente inexistente, estamos lutando em Salvador, há décadas, por uma lei que torne obrigatória a implantação de obras de arte monumental nos edifícios e espaços públicos, naturalmente através da concorrência publica. E quanto a isto, o
Estado só tem demonstrado a sua absoluta ignorância e rejeição.

Participam da exposição “Jornada Ecológica Move Arte” os seguintes artistas plásticos: Airson Heráclito, Ana Cockerill, Antonio Brasileiro, Antonio Leal, Bel Borba, Baldomiro, Carlinio França, César Romero, Chico Mazzoni, Denise Pitágoras, Edsoleda Santos, Edson Calmon, Francisco Liberato,
Gilson Rodrigues, Giuliano Ottaviani, Graça Ramos, Grupo Três Cabeças, Guache Marques, Gustavo Moreno, Inha Bastos, J. Cunha, Juraci Dorea, Jamison Pedra, Jose Henrique Barreto, Juarez Paraíso, Justino Marinho, Leonel Mattos, Ligia Aguiar, Luis Cláudio Campos, Luiz Mario, Manoelito
Damasceno, Márcia Magno, Marcio Santana, Maria Adair, Marlene Cardoso, Nanci Novais, Paulo Rufino, Raí Viana, Setúbal, Silvio Almeida, Terciliano Jr., Terezinha Dumet, Viga Gordilho, Washington Falcão e Zau Pimentel. Por Denise Pitágoras e Juarez Paraiso

Denise Pitágoras e Juarez Paraíso
Curadores da Exposição Jornada Ecológica Move Arte.