XXXVI JORNADA INTERNACIONAL DE CINEMA DA BAHIA |
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PRESENÇA DE EUCLIDES DA CUNHA |
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Dia: 11/09
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A discussão da obra de Euclides da Cunha e sua atualidade na arte brasileira será um dos pontos altos da XXXVI edição da Jornada Internacional de Cinema da Bahia. O Seminário Internacional A Presença de Euclides da Cunha na Arte Brasileira Contemporânea - Cem Anos Depois, acontece nos dias 11, 12 e 13 de setembro, no Salão Ilha de Maré do Hotel Victoria Marina, das 9h às 12h30. As mesas redondas, abertas ao público, contarão com diversos especialistas no assunto e a Jornada prestará uma homenagem ao historiador baiano José Calasans, um dos grandes estudiosos sobre Canudos, falecido em 2002. No segundo dia, 12 de setembro, a mesa é coordenada pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos, responsável pela coordenação dos trabalhos, e composta pelos palestrantes Regina Abreu, escritora e professora da UFRJ, Luitgarde Cavalcante Barros, escritora e pesquisadora da UERJ, e Pedro Vicente Costa Sobrinho, escritor e pesquisador. No terceiro dia, 13 de Setembro, a mesa é coordenada pelo escritor, jornalista e professor Emiliano José (UFBA) e tem como palestrantes o coordenador geral do Projeto Cultural Os Sertões, Antenor Junior; o cineasta Noilton Nunes; o historiador e Coordenador do Projeto A Caminho dos Sertões de Canudos (UNEB), Roberto Dantas; o cantor e compositor Fábio Paes e pelo escritor e Professor de Literaturas Portuguesa e Brasileira da Universidade de Roma, Aniello Angelo Avella. |
Os Sertões |
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Os Sertões foi um relato feito pelo jornalista Euclides da Cunha sobre a Guerra de Canudos, de novembro de 1896 a outubro de 1897, que terminou com o massacre pelas Forças Armadas do povoado liderado por Antônio Conselheiro (1830-1897). A análise segue o cientificismo do século XIX e a cultura de seu tempo. Republicano convicto, adepto das idéias positivista de Auguste Comte e do evolucionismo de Darwin e Spencer, Euclides da Cunha conheceu o assombro diante da resistência dos sertanejos, mestiços e jagunços que seguiam Antonio Conselheiro, massacrados por tropas muito melhor equipadas e com fileiras de soldados em bem maior número. |
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“Escritor por acidente”, como se definiu no discurso de posse na Academia Brasileira de Letras em 1906, Euclides fez de tudo um pouco: cadete, engenheiro militar, engenheiro civil, repórter, explorador, cartógrafo adido ao Ministério das Relações Exteriores e professor. Mas o que mais gostava na vida era embrenhar-se pelas entranhas do país, o que fez quando engenheiro pelo interior de São Paulo, como enviado a Canudos e como chefe da expedição de reconhecimento do Alto Purus. |
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