XXXVI JORNADA INTERNACIONAL DE CINEMA DA BAHIA

MOSTRA PRODUÇÃO CINECLUBISTA BAIANA

 

CINECLUBISTAS DA BAHIA E SERGIPE
FUNDAM FEDERAÇÃO


Dia: 12/09 - 20:00
Local: Sala Walter da Silveira

Dia: 13/09 - 20:00
Local: Sala Walter da Silveira

Dia: 14/09 - 20:00
Local: Sala Walter da Silveira

Dia: 15/09 - 20:00
Local: Sala Walter da Silveira

O cineclubismo no Brasil sempre foi uma atividade fundamental para a formação de cinéfilos, cineastas e críticos. O Chaplin Club, em São Paulo, e Clube de Cinema, na Bahia, são exemplos da importância desta atividade. Buscando uma maior sustentabilidade e organização como entidade representativa, os cineclubes da Bahia e Sergipe vão criar sua própria Federação nos dias 14, 15 e 16 de setembro no Hotel Victoria Marina dentro da XXXVI Jornada internacional de Cinema da Bahia.

Com a fundação da Federação, os cineclubistas vão poder participar com mais representatividade e força política dos editais do CINE MAIS CULTURA, uma ação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), através do Ministério da Cultura, que tem aberto pontos de exibição de cinema em todo o Brasil para exibição basicamente de filmes brasileiros nas comunidades mais desprovidas ao acesso à cultura. Além disso, esse programa tem capacitado pessoal relacionado aos cines e os equipando.

Dados do MinC apontam que 62% dos jovens brasileiros, entre 15 e 29 anos, nunca foram ao cinema, e apenas 8% dos municípios brasileiros tem salas de cinema.A dificuldade de distribuição da produção nacional e falta de pontos de exibição são os fatores que alimentam essas estatísticas. Para criar um contraponto a essa realidade é que existem os cineclubes no Brasil há mais de 80 anos. Os cinecubles são organizações, sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal exibir e discutir o cinema fomentando o debate dentro das comunidades onde estão inseridos. Atualmente os cineclubes baianos e sergipanos estão vinculados ao diretório regional BA-SE do Conselho Nacional de Cultura.

O papel dos cineclubes

Os cineclubes existem há mais de um século no mundo todo e na Bahia teve como precursor Walter da Silveira, em 1950. Hoje, existem no estado aproximadamente 80 cineclubes espalhados por diversos bairros da cidade, notadamente os periféricos. Essas organizações tem um papel importante na democratização do cinema, pois são eles que levam a sétima arte aos pontos de exibição nos seus bairros e formam platéias que dificilmente teriam condições de pagar, com freqüência, o valor do ingresso dos cinemas comerciais.

Na década de 80, os cineclubes da Bahia foram os primeiros no Brasil a transformar suas agremiações em pólos de debates sobre temas sociais, de raça e de gênero ou assuntos que fazem parte do dia-a-dia da realidade de suas comunidades. Os cineclubes são liderados por pessoas com verdadeiro compromisso com a situação social onde estão inseridos e tem papel fundamental na formação de consciência de inúmeras comunidades.


Audiência Pública

No dia 15 de setembro será realizada uma audiência pública com a presença do presidente do Conselho Nacional de Cineclubes, Antonio Claudino de Jesus. Nesse encontro os cineclubistas vão solicitar legislações próprias para os cines, com rubricas orçamentárias no município que dêem continuidade às políticas públicas do Governo Federal.

Filmes que serão exibidos na mostra

Durante a celebração da fundação da Federação de Cineclubistas da Bahia e Sergipe serão exibidos filmes produzidos pelos cineclubes baianos.

  1. Carrancas do Corrente, de Keriton Xavier, 19’’, Cineclube Itinerrante.

  2. Candomblé da Barroquinha, Direção Coletiva, 15’’, Cineclube TV Pelourinho.

  3. Queimadas na Chapada, de Carlos Landulfo Pau Ferro, 5’’, Cineclube Ianrc Rio De Contas.

  4. O Olhar do Outro Sobre Mim, Direção Coletiva, 5’’, Cineclubes Baianos na Oficina Cine Mais.

  5. Revolta Tia Anastácia, de Giovane Sobrevivente, 5’’, Cineclube Choque Cultural.

  6. A Carne, de Giovane Sobrevivente, 5’’, Cineclube Choque Cultural.

  7. Pare Para Pensar, de Giovane Sobrevivente, 5’’, Cineclube Choque Cultural.

  8. B D P, Bairro da Paz, Direção Coletiva, 5’’, Cineclube Clã Periférico.

  9. Sevirologia, Direção Coletiva , 30’’, Eletrocooperativa.

  10. Escutai-nos, de Fabrício Jabar, 30’’,  Eletrocooperativa.

  11. Do Soul a Bahia, de Gleciara Ramos,  5”, Cineclube Leãozinho.

  12. Perambulantes, Direção Coletiva, 7’’, Cineclube Roberto Pires.

  13. Lumia Eu, de Paula Ramos Smith, 7’’, Cineclube Roberto Pires.

  14. 35 Reais, de Jussivan, 10”,  Cineclube São Gabriel/Bahia.

  15. Suzy Brazil, a Deusa da Penha Circular, Renata Than, 20’’.

  16. Recontando Histórias, Direção Coletiva, 5’’, Cineclube do Objeto Imaginário.

  17. O Grande Tesouro, de Miguel Silveira de Araujo, 30’’, Cineclube do Senhor do Bonfim.

  18. Não Mangue de Mim, de Jaco Galdino, 10’’, Cineclube Caravelas.

  19. Nação Lascada de Veio, A Glória do Sertão, de Ribeiro Filho, 52’’, Cineclube da ABD.

  20. Rezadeiras, de Nelson Magalhães, 10’’, do Cineclube Cruz das Almas.